terça-feira, 27 de novembro de 2012

Métodos anticoncepcionais da antiguidade



Na antiguidade, a medicina era muito precária e a maioria dos medicamentos eram naturais e artesanais. Tudo sem experimentação, controle da ANVISA ou qualquer medida regulatória, o que regia era o velho método do erro e acerto. Conheça aqui, cinco dos principais métodos anticoncepcionais utilizados antes da farmacologia que conhecemos hoje.

Pasta de acácia e casca de árvores
As mulheres produziam uma pasta que continha casca de várias árvores, principalmente da acácia. Essa pasta era embebida num tufo de algodão e usada como um “tampão” dentro do canal vaginal. Hoje sabe-se que tanto o algodão quanto a acácia possuem propriedades espermicidas: A acácia fermenta e transforma-se em ácido lático, enquanto o algodão servia como barreira física entre o sêmen e o útero. O algodão também foi utilizado pelas escravas que mastigavam raízes do algodoeiro para prevenir a gravidez. A raiz do algodão diminui a produção de progesterona, hormônio necessário para a gravidez.



Limão
O limão teve um importante papel no controle de natalidade. Esponjas eram ensopadas em suco de limão e inseridas na vagina (ai!). Esse método era muito tradicional nas comunidades judaicas antigas. Ao invés de andar com camisinha no bolso, os homens carregavam cascas de limão que eram utilizadas como uma espécie de diafragma (bem rudimentar) em suas amantes. Quando não havia a intenção de se ter filhos, era recomendado banhar a vagina com suco de limão logo após a relação sexual, apesar desse método ser pouco eficiente.



Renda-da-rainha, a primeira pílula do dia seguinte
Também conhecida como cenoura-selvagem (Daucus carota), as sementes dessa erva eram muito utilizadas como um método anticoncepcional. Se ingeridas até oito horas após a relação sexual, as sementes bloqueiam a síntese de progesterona. O único problema era o efeito colateral: Fortes prisões de ventre.
Chá de poejo
Muito conhecido no Brasil como hortelãzinho (Mentha pulegium), o chá do poejo era usado para induzir o aborto e a menstruação. Gregos e romanos também utilizavam essa erva em seus vinhos, com a intenção de diminuir a gravidez de suas mulheres. Porém, se ingerido em grande quantidade o poejo é tóxico causando falência múltipla dos órgãos, motivo que levou muitas mulheres naquela época a adoecerem.
Mamão
No sul da Ásia, o mamão bem verde era bastante usado para prevenir a gravidez e induzir o aborto. Os homens também ingeriam as sementes que funcionavam como um “anticoncepcional masculino”. Estudos sugerem que se as sementes do mamão forem ingeridas todos os dias, a contagem de espermatozoides do sêmen pode chegar à zero.

http://diariodebiologia.com/

postado por Lauro

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Biodiversidade Marinha



Os oceanos recobrem 70% da superfície do planeta Terra, Com profundidade média de 3,9 quilômetros constituem um ambiente tridimensional contínuo, com cerca de 1.370 milhões de quilômetros cúbicos, que abriga 95% da biosfera da Terra e, em termos genéticos, a maior parte de sua biodiversidade. Foi nesse vasto ambiente que a vida surgiu há bilhões de anos e onde, desde então, se diversificou sofrendo incontáveis episódios de expansão e retração.
Com toda essa exuberância de diversidade e beleza, o biólogo e doutor em Ecologia, João Paulo Krajewski, fotografou durante dez anos a vida marinha em diversos continentes. Suas viagens pelos mares da Américas, Ásia e Oceania estão reunidas no livro ‘A vida em nossos mares’. Confira algumas imagens que estão presentes no livro:
 “Tubarão-bico-fino, fotografado em Cuba, no arquipélago de Jardines de la Reina. Uma espécie que ocorre em regiões oceânicas, longe da costa, mas que também costuma visitar os recifes de corais”
 “Tubarão-baleia fotografado na baía de Cenderawasih, na região da Papua Ocidental, Indonésia
“Leão-marinho-australiano, espécie ameaçada, fotografado na Kangaroo Island, no sul da Austrália”
O polvo tropical, uma espécie descrita recentemente pela ciência e que só vive no Brasil
Detalhe de coral do gênero 'Acropora' fotografado na Grande Barreira de Corais, na Austrália.

 O fotógrafo começou a reunir imagens em 1999, em Santa Catarina, e agora publicou o livro com mais de 240 delas. Acima estão algumas delas, mas se você quer saber mais sobre o trabalho que o biólogo e fotografo realizou e conferir mais algumas imagens entre no link e fique encantado com a beleza dos nossos oceanos.
postado por Karoline

sábado, 17 de novembro de 2012

Saída Cultural no Feriado


O grupo do PIBID2 de Biologia aproveitou o feriado para uma saída à Curitiba – Pr.
Primeiro, pela manhã, uma visita  ao Museu Oscar Niemeyer http://www.museuoscarniemeyer.org.br/ .  Na entrada, pausa no café do Museu para escolher as exposições a visitar. Acabamos coincidentemente, escolhendo as mesmas: Leminski, Degas e América do Sul, a Pop Arte das Contradições.
Fabiane, Bernardo e Thamiris
Fabiane, Ana, Karoline e Thamiris
"Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito." Oscar Niemeyer
Fabiane,e Thamiris
Bernardo e Thamiris

Em “Degas: Poesia geral da ação. As esculturas – Coleção MASP”, o grupo pôde apreciar as 73 obras do artista impressionista Edgar Degas pertencentes ao acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Fundidas em bronze, as esculturas revelam características marcantes da produção de Degas. Uma das suas obras tridimensionais, “Bailarina de 14 Anos”, é uma das mais conhecidas.

Em “Múltiplo Leminski”, no “Olho”, sala principal do MON, uma viagem pela vida e obra do poeta, tradutor, jornalista, biógrafo, publicitário, romancista, roteirista, professor, produtor e inovador Paulo Leminski. Design e ambientação IMPECÁVEIS de Miguel Paladino.
Leminski
Na exposição “América do Sul, a Pop Arte das Contradições, o grupo apreciou alguns dos mais de 80 trabalhos que representam um recorte do movimento Pop Art no Brasil e na Argentina na década de 1960.  A mostra foi composta por uma visão geral dos muitos fragmentos que são obras de um diálogo permanente do contemporâneo ao mesmo tempo histórico.
Glu-glu-glu , Anna Maria Maiolino




À tarde foi dedicada à sétima arte. Não nos grandes shoppings da cidade, não assistindo a filmes feitos em escala de produção industrial. Mas na Cinemateca de Curitiba, onde está acontecendo a Mostra Internacional de Cinema Pelos Animais. Filmes com muito a dizer.

Bernardo, Ana, Adri (Professora Supervisora), Andressa Jacobs (Professora ,Bióloga e ativista da AVEG), Marcela , Karoline, Fabiane e Thamires
Filmes do Brasil e do mundo apresentaram mais uma vez as diversas questões que envolvem a complexa relação entre os seres humanos e o restante das espécies animais.
Com espaço para debate, conversas com diretores e produtores, comércio de materiais relacionados ao tema e guloseimas, além da já tradicional presença de convidados ilustres, sempre trazendo à tona a realidade e a necessária reflexão a respeito dos inúmeros pontos que cercam esse tema.


Os filmes exibidos e debatidos foram:
A Galinha que Burlou o Sistema (Bra) – de Quico Meirelles –  Quanto Custa? (Bra) - Libertas (Bra) Dev(e)ir Livre (Bra) - Pense Nisso (Bra) – Produzido pelo Instituto Nina Rosa - Sons da Vida (Bra)
 
Basta de Sofrimento nos Circos (Bra) - A Questão Animal (Bra)
 Todos com  profundas mensagens, implícitas ou explícitas. Todas trazendo muito material para reflexão e ação. Houve um bate papo com os diretores de alguns deles.
Depois, seguiu-se o lançamento do Livro Galactolatria da Filósofa Sônia Felipe. Um trabalho de pesquisa inédito no Brasil sobre a cadeia produtiva do leite bovino e suas implicações éticas e nutricionais. O “mau deleite” e os prejuízos para a saúde e os animais camuflados na idolatria a esse produto.  Após uma breve e esclarecedora exposição, a autora autografou os livros dos presentes.
Equipe PIBID e Sonia Felipe, autora do livro Galactolatria, e colunista do ANDA

A Mostra de Cinema pelos animais continua nessa sexta, dia 16/11. Confira a programação e mais detalhes em www.mostraanimal.com.br
postado por Marcela e Bernardo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pintas na pele: perigo ou charme? Cirurgião plástico esclarece as dúvidas

Pintas na pele: perigo ou charme? Cirurgião plástico esclarece as dúvidas Divulgação/

Algumas podem ser bem charmosas, mas nem todas as pintas são bem-vindas e alguns casos precisam de avaliação especializada. De acordo com o cirurgião plástico Fábio Busnardo, responsável pelo Grupo de Cirurgia Plástica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e pelo Serviço de Câncer de Pele da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas, uma pinta muito grande, de alto relevo, tons variados e com forma assimétrica pode ser sinal de lesões graves e evoluir para um câncer de pele.

Na entrevista abaixo, Fábio, especialista em câncer cutâneo, explica em detalhes a origem da pinta, como identificá-las e quais os procedimentos para sua retirada.

1. Por que existem pintas na pele? Por que surgem?
Existe um tipo de célula presente na pele chamada de melanócito e que compõe parte a estrutura normal da camada mais superficial da pele, a epiderme. O melanócito tem uma função muito importante que é a produção da melanina, um pigmento que é transferido para as outras células que constituem a pele, os queratinócitos. Além de ser responsável pelo bronzeamento de uma pessoa quando exposta ao sol, a melanina tem como principal efeito proteger a pele contra os efeitos deletérios da luz solar. As pintas ou nevus são agrupamentos destas células e surgem por características genéticas do próprio indivíduo (pele clara, histórico familiar, etc) ou estimuladas pela contínua exposição ao sol.

2. Qual a diferença entre pinta congênita e pinta adquirida?
As pintas congênitas são chamadas de nevus melanocíticos congênitos. Estudos demonstram que de 1 a 6% das crianças têm estes nevus ao nascimento. Trata-se de uma incidência de, aproximadamente, uma em cada 100 crianças nascidas. A maior parte destas lesões são pequenas (menores que 1 cm de diâmetro) e não trazem maiores problemas ao paciente. Entretanto, existe um tipo de nevo de maiores dimensões (maior 20 cm), que ocorre em 1 a cada 20.000 crianças nascidas. São chamados de nevus congênitos gigantes e têm uma probabilidade de 4,5% a 10% de se transformarem em um tumor maligno (melanoma maligno). Independente do tamanho da pinta que é observada pela mãe, no momento do nascimento do bebê, ela deve procurar um especialista para avaliação. Através da análise clínica detalhada, o médico saberá indicar se aquela pinta deve ser retirada ou apenas seguir o acompanhamento.

3.  Quando as pintas adquiridas começam a aparecer?
Pintas podem surgir nos dois primeiros anos de vida em até 2% a 6% dos indivíduos. Entretanto, a maior parte destas lesões surge entre o final da infância, adolescência e início da fase adulta.

4. Qual é o número normal de pintas nos adultos?
O número normal pode variar conforme as características genéticas da pessoa, a tonalidade de sua pele e sua história de exposição ao sol. Entretanto, indivíduos com histórico pessoal ou familiar de um grande número de pintas (mais de 80) devem passar por uma avaliação com um médico especialista.

5.  Como identificar se uma pinta tem propensão de ‘virar’ um câncer de pele?
Existem algumas alterações de características nas pintas que toda pessoa deve prestar atenção. Quando observar qualquer modificação, o ideal é procurar um médico dermatologista ou cirurgião plástico para que o mesmo avalie a necessidade de retirada e análise das mesmas. Os sinais mais comuns de maior possibilidade de transformação em câncer de pele são:
- Alterações da coloração: variações de tonalidade de marrom, preto, vermelho ou azul. Também deve ser observada se a pinta tem áreas com perda da pigmentação.
- Alterações de tamanho: aumento súbito ou contínuo.
- Alterações na forma: presença de bordas irregulares.
- Alterações na superfície: áreas de elevação súbita ou feridas. Além de coceira e dor local.

6.  Quando devemos nos preocupar com o número de pintas existentes no corpo?
Uma única pinta com as características acima descritas (dimensão maior que 6mm e com alterações de tonalidade, bordas irregulares e assimétricas) deve funcionar como um sinal de alerta. Além disso, um grande número de pintas (mais de 80), história familiar de câncer de pele e exposição excessiva ao sol são fatores que indicam a necessidade de procurar auxílio médico.

7. O que se pode fazer para evitar que as pintas virem câncer de pele?
A prevenção está relacionada, principalmente, com cuidados com o maior fator de risco para o aparecimento do câncer de pele que é a exposição excessiva à luz solar. O aparecimento do melanoma parece estar relacionado ao excesso de exposição ao sol na infância e na adolescência. Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade devem ter atenção redobrada. Também é muito importante evitar horários de maior intensidade de luz ultravioleta - entre 10 horas e 15 horas. O uso de protetor solar de boa qualidade com reaplicações freqüentes (a cada 2 horas e quando sair da água) também é importante. Pessoas com história familiar de câncer de pele devem ser mais cuidadosas e realizar consultas rotineiras aos médicos especialistas.

8. Quando é necessário remover uma pinta?
Pintas que coçam, aumentaram de tamanho, mudam de tonalidade, apresentam manchas ou inflamação local devem ser avaliadas por um especialista e, eventualmente, removidas.

9. Qual o papel do cirurgião plástico na remoção das manchas e pintas? Como é realizado o trabalho conjunto com o dermatologista?
Pacientes com manchas ou pintas na pele procuram um dermatologista ou um cirurgião plástico especializado.  A retirada delas pode ser realizada por qualquer um dos profissionais ou mesmo por um cirurgião geral. O cirurgião plástico atua, principalmente na retirada de pintas maiores ou em áreas de maior exposição, como face, mãos e membros.

10. Em quais casos é necessária a realização da reconstrução cutânea?  
Em algumas situações (tumores em face, mãos e membros) faz-se necessário o uso de técnicas de reconstrução da pele comprometida pelo câncer de pele. Quando uma pinta evolui para um câncer, o tratamento envolve sua retirada com uma margem de segurança (de 1 a 2 cm). Comprovadamente este fato aumenta as chances de cura da doença. Entretanto, esta retirada de tecido pode gerar uma cicatriz desagradável ou mesmo impossibilitar a cicatrização normal da pele.

Hoje, por meio de técnicas de reconstrução, o cirurgião plástico está habilitado a reparar a área da retirada do tumor com o restabelecimento da forma e da função local. A maior parte das ressecções de melanomas exige o uso de técnicas de cirurgia plástica para potencializar o resultado estético após sua retirada.

fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/08/pintas-na-pele-perigo-ou-charme-cirurgiao-plastico-esclarece-as-duvidas-3016304.html
postado por Fabiane

domingo, 4 de novembro de 2012

Frutos: Nutrição, Educação e Saúde (Oficina)

Lauro apresentando
Em outubro de 2012, os acadêmicos de Licenciatura em Ciências Biológicas apresentaram no Asilo Lar das Vovózinhas Balbina Branco, um Projeto de Extensão Acadêmica. O projeto contou com a presença de três acadêmicos do PIBID2 Biologia, Bernardo, Fabiane e Lauro, e duas acadêmicas do PIBID1 Biologia, Fabiane P. e Vanessa. O projeto incluiu também as alunas de licenciatura, Luiza e Thamiris, e foi supervisionado pela professora de Laboratório de Ensino II, Marina da Rosa.

Apresentação sobre a biologia dos frutos
Os objetivos do Projeto foram levar conhecimentos específicos da área de biologia até a comunidade, pelo método de educação não formal, conduzido por uma oficina direcionada ao funcionários do Asilo.

plateia formada pelos funcionarios

apresentação da Thamiris sobre Mitos e Verdades
Entre os temas abordados durante a oficina, os acadêmicos puderam informar os funcionários sobre as propriedades nutricionais, medicinais dos frutos, características biológicas, mitos e verdades sobre os frutos e condições ideais de consumo. Os alunos também ministraram uma dinâmica para testar os conhecimentos que foram passados durante a oficina, com uma prática de perguntas e respostas intitulada "Rei ou Rainha das frutas". Por fim, foi oferecido aos participantes do evento um Coffee Breake com uma receita de um Suco com propriedades medicinais de imunidade. Um folder foi dado a cada participante para que levassem as ideias e conceitos da oficina até a comunidade externa, e outros foram deixados na cozinha do asilo para que fossem aproveitadas as receitas.
Bernardo, Fabiane A. e Luiza no início da dinâmica

A Rainha da Oficina!
Fabiane P. (PIBID1) preparando o suco da Imunidade

Lauro e Fabiane preparando o suco
Vanessa (PIBID1) e Lauro
Gostaríamos de agradecer em nome dos acadêmicos e da UEPG, pela recepção calorosa do Lar das Vovozinhas, e dizer que a realização desta oficina contribuiu em muito para a formação destes professores!

Apresentação das Prop. Nutricionais e Medicinais, por Fabiane P. (PIBID1) e Fabiande Andrade (PIBID2)
                                   

Material didático utilizado:
Folder (clique para ampliar)




Dinâmica "Rei ou Rainha das frutas":
Clique nos slides para aumentar ou salvar.




postado por Bernardo