domingo, 9 de setembro de 2012

Perfume de bactéria


 Saiba como os microrganismos podem produzir cheiros deliciosos
NOTÍCIAS - 04-09-2012 
O aroma e o sabor de baunilha presente em diversos doces, é fabricado a partir das sementes de uma planta cuja flor é muito especial. Mas como seria possível perfumar as guloseimas se essa planta não estivesse disponível? Simples: o cheirinho de baunilha seria produzido por microrganismos!

Pode parecer estranho, mas existem várias espécies de bactérias, fungos e leveduras capazes de fabricar aromas deliciosos. “Existe uma grande variedade de microrganismos que produzem cheiros de baunilha, coco, flores ou pêssego”, conta Adriane Medeiros, engenheira química da Universidade Federal do Paraná.




A bactéria Escherichia coli é um dos microrganismos capazes de fabricar o aroma de baunilha (Foto: Wikimedia Commons)
Adriane explica que os microrganismos podem fabricar os aromas de duas maneiras. Na primeira, chamada biossíntese, o próprio microrganismo fabrica o composto químico responsável pelo aroma. Já no processo conhecido como biotransformação, o cheirinho é produzido a partir da modificação de substâncias já existentes.
Antes que você pense que seu sorvete de baunilha está cheio de bactérias, saiba que ele não contém a célula bacteriana em si, mas somente o composto químico cheiroso produzido por esse microrganismo. Além dos aromas usados em alimentos, os microrganismos fabricam cheiros que podem ser aplicados em perfumes e cosméticos.


Você sabia que o cheiro fedido – mas muito apreciado – do queijo gorgonzola é produzido por um fungo? (Foto: Michelle@TNS / Flickr / CC BY-NC-AS 2.0)
Tradicionalmente, os aromas são produzidos a partir da extração de óleos de plantas, que nem sempre estão disponíveis. “Fabricar aromas com a ajuda de microrganismos é muito vantajoso porque a matéria-prima está sempre disponível e podemos usar até resíduos de alimentos e restos industriais como cascas, bagaço de mandioca e farelo de soja”, revela Adriane.


Disponível em :
http://chc.cienciahoje.uol.com.br/perfume-de-bacteria/   acessado 05 de setembro de 2012.

postado por Gislaine

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Primeiro Seminário PIBID do PARANÁ

Bolsistas do PIBID participantes da coordenação do evento [professores e alunos]
Dias 24 e 25 de Agosto aconteceu na UEPG o I Seminário Estadual do PIBID. O encontro foi um sucesso e resultado dos esforços de várias instituições públicas de Ensino Superior do Paraná. Foi uma oportunidade de compartilhamento de experiências, novos contatos e fortalecimento do PIBID. Os acadêmicos do PIBID de Ciências Biológicas II marcaram presença auxiliando à coordenação do evento, apresentando trabalhos e participando das discussões. A professora Supervisora Adriana Ribeiro Ferreira também esteve presente prestigiando o evento e os trabalhos dos acadêmicos.
Confira agora o depoimento dos Pibidianos do sub projeto Ciências Biológicas de Ponta Grossa:

"Poder participar desse evento me proporcionou uma outra visão sobre o PIBID ou até mesmo ampliou-a, após saber o que acontecem com outros grupos. Consegui essa nova experiência, esse novo jeito de ver o PIBID. Consegui isso através de relatos de representantes de outras áreas diferente das 'Ciências', que apresentaram seus trabalhos e me fizeram ver que há uma grande quantidade de dificuldades que eu nem imaginava que existiam nas realidades de cada escola e cidade que realizam os seus trabalhos. Ouvir esses relatos me fizeram perceber também que é ótimo essa troca de experiências, essa mistura de relatos de áreas específicas, mas que possuem o mesmo foco, a melhora na educação, o que nos dá mais conhecimento de novas metodologias que podem ser trabalhadas em grupo, novas ideias de materiais de projetos que também podem ser realizados nas escolas e como eu disse antes, abrir a nossa mente para outros 'mundos' que não conhecíamos antes.
Não deixando de lado também, pude apresentar meu banner e com ele mostrar o meu projeto realizado no PIBID para outros professores e alunos interessados, espero então ter pelo menos dado alguma ideia e que tenham gostado."
Mayara

"O I Seminário Estadual PIBID – UEPG me proporcionou uma nova experiência que eu ainda não havia vivenciado como, a ajuda na coordenação do evento, o auxilio as pessoas que vieram de outras instituições e na apresentação do banner que também foi um trabalho inédito e que o 
PIBID pode me possibilitar essa oportunidade. Em geral, gostei bastante, e espero ter contribuído para a realização do evento."
Kelin

"Com a participação neste  evento  eu puder ter grandes ideias e pude entender com amplitude de como é fazer parte do PIBID e da tamanha força que este programa tem. Que grandes ideias bem estruturadas e estudadas, com o trabalho do PIBID  pode-se obter inúmeros resultados positivos para todos os sujeitos envolvidos e também para a comunidade em que a escola se situa. Poder ouvir relatos de projetos e ver materiais expostos, foi muito importante para mim e acredito que para todos que participaram, pois podemos perceber que muito se pode fazer quando a imaginação vai alem dos livros didáticos e do quadro negro, fazendo com que o aluno interaja com os conteúdos e atividades propostas que elas tenham significado para alunos e professores e quanto é importante o papel de um aluno integrante do PIBID dentro da escola atuando como docente, pois alem de estar colocando em pratica seus conhecimentos adquiridos na universidade a troca de informações e experiencias adquiridas na escola são de extrema importância para sua formação profissional. Me trouxe um grande aprendizado participar desta troca de informações e experiências. "
Gislaine


"O seminário do PIBID, nos permitiu uma nova visão sobre "O ensinar", pois muitas vezes estamos tão presos a métodos de ensino e uma didática de mesmice, que nem percebemos o leque de opções  seja de jogos ou de um modelo didático que está em nossa frente, foi uma experiência muito incentivante, pois o desejo do educador é que haja o reconhecimento por parte dos educandos, o que era possível enxergar nos olhos dos bolsistas do PIBID."
Fabiane

"Participar do I Seminário PIBID do Paraná foi uma experiência singular. Como trabalhei na organização do evento, pude acompanhar de perto as dificuldades e também as gratificações em receber visitantes "em casa". Mas também tive o meu tempo de ser apresentador, participei da exposição de posteres com o resumo do meu trabalho de pesquisa realizado dentro do PIBID e pude ter preciosas trocas de informações com os avaliadores, professores e, claro, outros pibidianos que atuam na mesma área de pesquisa.O seminário, além de promover troca de experiências e conhecimentos, também trouxe visibilidade para as licenciaturas e para o próprio PIBID, que vem criando sua identidade dentro da comunidade acadêmica. "
Lauro

"O seminário trouxe novas experiências e novas ideias didáticas que podemos dar em sala. Com as palestras e depoimentos de alunos e professores foi possível atribuir um conhecimento e melhor entendimento de vários assuntos que podem ser abordados em sala de aula. Algumas apresentações me deram ideias para formular aulas diferenciadas que podem servir como experiências novas em nossas escolas. Certamente o Seminário foi de grande acréscimo a minha formação acadêmica e também pessoal, pois tive contato com varias pessoas e diferentes experiências."
Karoline 

"Participar do I seminário estadual do PIBID foi de grande importancia para todos, pois alem de proporcionar trocas de experiências, cada integrante do projeto pode perceber como o seu projeto é avaliado pelos demais. Para quem está ingressando agora no programa foi uma ótima oportunidade para podermos perceber como o PIBID realmente funciona, quais seus objetivos e o perfil que um PIBIDIANO deve ter."
Ana Paula

"O que mais gostei de todo o seminário do PIBID foi a oportunidade de trocarmos experiências, contar o que deu certo, e podermos pegar algumas ideias para aplicarmos aqui em Ponta Grossa. Embora em Matinhos, por exemplo, onde as pibidianas contaram que fizeram um trabalho com os alunos filhos de pescadores, poderíamos aproveitar a realidade de Ponta Grossa, com as profissões dos pais dos alunos daqui também. Podemos perceber também o diferencial dos estudantes da escola básica que tem o contato com o PIBID, como no caso de uma professora que contou que agora os pais dos alunos vão até a escola agradecer os pibidianos, que têm feito um ótimo trabalho, ensinando os alunos a respeitar a natureza e reciclar seu lixo."
Bernardo
Lauro e seu Banner
Mayara e seu banner

postado por Marcela, Bernardo, Mayara, Kelin,Lauro,Ana Paula,Fabiane,Karoline e Gislaine

Brasil irá utilizar algas como fonte de energia


Iniciativa inédita irá utilizar o CO2 da fabricação do etanol para alimentar plantação de algas que serão transformadas em energia
por Redação Galileu
Legenda da foto : Se a Agência Nacional do Petróleo aprovar, fábrica deverá sair do papel em 2013 //Crédito: Shutterstock

O Brasil sempre foi um país que investiu muito na plantação de cana-de-açúcar: desde a época da colonização até hoje, essa planta molda a paisagem de diversas cidades do país. Eis que um belo dia o planeta Terra acorda e percebe que os combustíveis fósseis tradicionais não estão mais tão abundantes, prejudicam o meio ambiente e o pior: não são a alternativa mais barata. Daí surge a busca frenética por bicombustíveis, que resolve ou ameniza todos os problemas listados acima. E o Brasil, assim meio por acaso, amanheceu na crista da onda da renovação energética mundial. Do fundo do oceano pode estar surgindo um novo capítulo nessa história. A chave pode estar nas algas.
Com a produção de cana bem encaminhada, o eterno país do futuro está pensando grande. O próximo passo é usar o resíduo que não é aproveitado da fabricação do etanol para alimentar uma segunda forma de energia, vinda de um lugar não muito comum: as algas.
O único país a produzir mais biocombustível que o Brasil é os EUA, mas nós contamos com uma vantagem considerável. Com nosso solo fértil e a força do clima tropical, nossa produção é maior e mais barata que a deles. A empresa austríaca See Algae Technology está colaborando com o Brasil nessa empreitada. A ideia é pegar o excesso de dióxido de carbono - o famigerado CO2 - que sobrou da produção de etanol e usá-lo para fertilizar plantações de alga. A estratégia funciona, porque o gás acelera a fotossíntese da planta marinha.
Está nos planos construir uma fábrica de 9,8 milhões de dólares em Pernambuco (a primeira do mundo desse tipo) que deverá produzir 1,2 milhão de litros de litros de biocombustível feito de algas por ano. De quebra, o processo de transformação da cana em energia passará a agredir menos o meio ambiente: pra cada litro de etanol produzido, um quilo de CO2 é liberado na atmosfera. Usar esse problema para alimentar um novo tipo de energia é um exemplo do “jeitinho brasileiro” em seu melhor. Improviso para o bem do planeta.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI315916-17770,00-BRASIL+IRA+UTILIZAR+ALGAS+COMO+FONTE+DE+ENERGIA.html

postado por Mayara

sábado, 1 de setembro de 2012

Reunião com toda equipe PIBID BIO


Em 31/08/2012 todos os integrantes do PIBID2 – Ciências Biológicas se reuniram na sala 39 no bloco da Reitoria da UEPG, para discutirem os novos caminhos do Sub Projeto. Houve a entrega dos materiais para os novos integrantes, como pendrives, cadernos  revistas. Decisões sobre as práticas que serão tomadas na nova escola de aplicação, chamada Linda Bacila também foram discutidas. Relatamos também aos outros colegas sobre o 1º SEMINÁRIO PIBID DO PARANÁ, trocamos nossas experiências, sendo que alguns integrantes participaram da organização, outros de apresentações e outros como ouvintes. Organizamos também o esqueleto de um livro sobre ética animal, que fará parte do nosso trabalho no PIBID, além do livro com os relatos do programa. Ideias vindas dos integrantes para aprimorar nossas ações também surgiram, como por exemplo, utilizar-se dos trabalhos feitos para a Mostra de Laboratório de Ensino para aplicar estes na nova escola. Por fim, recebemos alguns fragmentos de livros de educação para lermos e resenharmos. Abaixo uma foto da equipe PIBID BIO 2 – AGOSTO 2012:


Em pé: Lauro, Bernardo, Ana, e Karoline
Sentadas: Kelin, Mayara, Fabiane, Professora Marcela, Professora Adriana  e Gislaine

58 Curiosidades sobre o mundo animal !


                                     

1. Os três nomes mais comuns de cães são: Lady, King e Duke.

2. A maioria dos animais e plantas adaptam-se ao meio que os rodeia. Os castores fazem exatamente o contrário, eles alteram o ambiente de acordo com as suas necessidades. Constroem lagos e barragens para proteger as suas tocas que têm entradas subaquáticas.

3. Para onde vão os morcegos quando chove? Na América do Sul há uma espécie de morcegos que constrói tendas com as folhas das árvores.

4. Os mosquitos causaram mais mortes do que todas as guerras juntas.

5. Um pequeno morcego castanho consegue apanhar cerca de 600 mosquitos em uma hora.

6. A maioria dos pássaros constrói ninhos novos todos os anos. A águia careca acasala para a vida toda e constrói apenas um ninho, o qual vai ampliando todos os anos. Alguns ninhos pesam quase uma tonelada.

7. Os espinhos dos porcos-espinhos estão cobertos por antibióticos. Isto ajuda-os porque é comum eles picarem-se nos seus próprios espinhos.

8. O recorde de tempo de vôo de uma galinha é de 13 segundos.

9. O orgasmo do porco dura 30 minutos.

10. A formiga levanta 50 vezes o seu peso, e puxa 30 vezes o seu próprio peso.

11. A pulga salta 350 vezes a sua altura, o que equivale a uma pessoa dar um pulo de uma altura igual à largura de um campo de futebol.
12. Alguns leões copulam 50 vezes por dia.

13. Neste exato momento há mais de 100.000.000 de microorganismos alimentando-se, reproduzindo-se, nadando e depositando detritos na área em volta dos teus lábios.

14. As moscas domésticas vivem apenas 2 semanas.

15. Há mais de 2400 espécies de pulgas conhecidas.

16. Uma asa de mosquito move-se 1000 vezes por segundo.

17. Mais de 1000 pássaros morrem por ano esmagados nas janelas dos Estados Unidos.

18. Há mais de 52.6 milhões de cachorros nos Estados Unidos.

19. 24 Horas é a esperança média de vida de uma libelinha.

20 -3 Segundos é o tempo que dura a memória de um peixinho dourado de aquário. 41 Anos é a idade do peixinho de aquário que viveu mais tempo. O seu nome era Fred.

21. O peso de um elefante recém-nascido é de 100 Kg.

22. Os touros correm mais depressa ladeira acima que ladeira abaixo.

23. O "quack" de um pato não faz eco, e ainda ninguém sabe explicar porquê.

24. Os cangurus não conseguem andar para trás.

25. Os gatos têm cerca de 100 sons vocais enquanto que os cães só têm 10.

26. Todos os porcos-espinhos flutuam na água.

27. É possível mandar uma vaca subir escadas, mas descer é impossível.
28. Os elefantes não conseguem saltar. Qualquer outro mamífero consegue.

29. O olho de uma avestruz é maior do que o seu cérebro.

30. Estudos provaram que se um gato cair de um 7º andar, tem menos 30% de hipóteses de sobreviver do que se cair de um 12º andar. Geralmente demora uns oito andares para o gato se aperceber do que está a acontecer, para se relaxar e corrigir a sua posição.

31. O tubarão é o único peixe que pode piscar os dois olhos.

32. Há mais galinhas do que pessoas no mundo.

33. A lula gigante tem os maiores olhos do mundo.

34. O Sapo Cocas é canhoto.

35. A urina do gato brilha com luz ultravioleta.

36. Há mais possibilidades de se morrer com uma rolha de champanhe do que com uma aranha venenosa.

37. O crocodilo não pode pôr a língua para fora.

38. As borboletas sentem o gosto com os pés e não com a língua.

39. Os ratos não vomitam.

40. O material mais resistente criado pela natureza é a teia de aranha.

41. O nome científico do gorila é "Gorilla, gorilla, gorilla".

42. Quando as cobras nascem com duas cabeças, as cabeças lutam entre si por comida.

43. O elefante é o único animal com quatro joelhos.

44. As ovelhas não bebem água corrente.

45. Os koalas não bebem água, eles absorvem os líquidos das folhas de eucalipto.

46. Os olhos de um hamster podem cair se o pendurares de cabeça para baixo.

47. Certas rãs podem ser congeladas e depois descongeladas e continuar vivas.

48. Uma girafa pode limpar as suas orelhas com a língua.

49. Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde as esconderam.

50. O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.

51. Os avestruzes põem as cabeças na areia para procurar água. No entanto, num estudo com 200.000 avestruzes durante um período de 8 anos, não houve qualquer avestruz que enterrasse a cabeça na areia.

52. As formigas espreguiçam-se pela manhã quando acordam.

53. Os golfinhos dormem com um olho aberto.

54. Nos EUA, as pessoas acreditam que há crocodilos enormes nos esgotos de Nova Iorque. No passado, era comum as pessoas terem crocodilos bebês como animais de estimação, e quando estes cresciam, deitavam-nos pela sanita abaixo. No entanto, contrariamente ao que se pensa, apenas foi encontrado um crocodilo nos esgotos de Nova Iorque. O crocodilo, com 57 Kg foi retirado dos esgotos em 1935 por 4 rapazes.

55. O governo da Malásia decidiu resolver o problema dos mosquitos que carregavam inúmeras doenças, deitando o veneno DDT nas áreas infestadas. Isto funcionou, mas depois, as baratas começaram a comer os mosquitos mortos. O lagartos da região comeram as baratas. Contudo, ainda havia uma quantidade residual de veneno nas baratas, mas os lagartos não morreram. Em vez disso, tornaram-se incrivelmente lentos. Deste modo, os gatos começaram a comer os lagartos (que eram bastante rápidos para fugir dos gatos antes de comerem as baratas). O veneno dos lagartos matou os gatos, e, quando não há gatos, os ratos multiplicam-se. Isto levou a Organização Mundial de Saúde a banir o DDT e a importar milhares de gatos para matarem os ratos.

56. As girafas não têm cordas vocais.

57. Os morcegos viram sempre para a esquerda quando saem da caverna.

58. Os camarões têm o coração na cabeça.


postado pro Kelin

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bioluminescência em Vagalumes


Caracterização das famílias
Entre os Coleoptera que se encontra o maior número de insetos luminescentes, nas famílias Elateridae e Lampyridae, e nos gêneros: Lmpyria, Lucíola, phrixothix, e outros. Os vagalumes ou pirilampos (do gregopyris=fogo e lampis= luz) são os insetos melhor estudados sob o ponto de vista da luminescência. São pequenos besouros, pertencentes a duas famílias distintas: Elateridae e Lampyridae, que se caracterizam e se diferenciam, pela localização dos órgãos luminosos, e também pela intermitência ou não da luz por eles produzida.



Taxionomia
Nos Lampyridae, família do verdadeiro vagalume, vulgarmente chamados “pisca-pisca”, pela intermitência da sua luz, os órgãos luminosos estão localizados na face ventral dos últimos segmentos abdominais, ou nas partes laterais do abdome; e nos Elateridae, eles se localizam no pró-tórax, em posição dorsal posterior. Tanto nos Lampyridae como nos Elateridae, os órgãos luminosos se apresentam como manchas ou faixas de coloração amarelada. Também a coloração da luz emitida pode auxiliar o reconhecimento desses dois grupos de vagalumes; assim, nos Elateridae a luz é de uma bela cor azul-esverdeada, ao passo que nos Lampyridae ela é amarelada e brilhante.


Estrutura
A estrutura do órgão fotogênico nos Elateridae, os órgãos fotogênicos ou luminoso estão situados no dorso do pró-tórax, e se apresentam como duas manchas laterais e posteriores, de coloração amarelo opaca, são de forma lenticular e contorno circular. É aceito que a luz por esses órgãos sirva para facilitar a aproximação dos sexos, o que parece oferecer provas satisfatórias.
A estrutura geral de um órgão fotogênico ou luminoso é a seguinte: consta de uma parte ou camada externa, que é fotogenia, e uma parte ou camada interna, que a refletora; traqueias e nervos penetram ambas as camadas, sendo em maior abundancia na camada externa; uma cutícula cobre todo o órgão, sendo mais fina e mais transparente, formadas por grandes células dispostas em lóbulos, que estão associadas com grandes ramos traqueais. A distribuição exata das traqueias varia nas diferentes espécies, porém, a disposição é tal que fornecem abundante provisão de oxigênio. A camada refletora é composta também de grandes células, cujo citoplasma contém numerosos cristais de urato; elas têm uma coloração leitosa aparente, e funcionam como um anteparo, distribuindo a luz incidente e prevenindo sua dispersão interna.




A vida dos pirilampos
Os lampirídeos tem ciclo biológico longo. Variam muito de cor, do castanho-claro ou escuro ao castanho-amarelado ou avermelhado. As lanternas ficam no ventre e variam de tamanho e disposição. Emitem luz esverdeada intermitente durante as poucas horas do entardecer. Habitam matas, campos, cerrados, preferindo os lugares úmidos e alagadiços como os brejeiros. Em algumas espécies as fêmeas também tem aspecto de larvas, que emitem sua luz por órgãos luminescentes situados no abdômen.
Elaterídeos tem cor variante do castanho-escuro ao marrom-avermelhado. Na parte anterior do tórax, duas manchas que, quando apagadas, tem coloração alaranjada. Usa-se achar que essas manchas são os olhos do pirilampo. Mas são suas ‘lanternas’. Uma terceira lanterna fica no abdômen e só entra em atividade quando o inseto está voando. É tão desenvolvida que chega a emitir um facho de luz de quase um metro de diâmetro. Esses vagalumes costumam voar muito alto, acima da copa das árvores. A luz que emitem é contínua. Na lanterna torácica, a luz tem uma tonalidade esverdeada. Na lanterna abdominal, é amarelo-alaranjada. O ciclo de vida dos elaterídeos é longo: dois ou mais anos. Os adultos vivem somente no verão, períodos em que se acasalam. Os ovos são postos em madeiras semi-apodrecidas no interior das matas. Após certa de quinze dias, surgem as primeiras larvas, que passarão quase dois anos comendo outros insetos e crescendo, até se transformarem nas pupas, que irão depois converter-se em insetos adultos.
Nos Fengodídeos, as fêmeas sempre tem aspecto larvar. São somente conhecidas como bondinho elétrico ou trem de ferro. Algumas espécies de fengodídeos emitem luz vermelha, a região da cabeça, e esverdeada no corpo. Outras emitem luz esverdeada em todo corpo. Os machos, alados, têm pontinhos luminosos em posição e número variáveis, todos no abdômen. Sabe-se que as larvas gostam de comer gongolos, o popular piolho-de-cobra. E são muito vorazes; sugam toda a parte mole do corpo do bicho, dispensando as partes duras. Emitem luz contínua e vivem no chão, à procura de suas presas.



Reprodução
Outro fator que impulsiona emissões luminosas é o de chamar atenção de seu parceiro ou parceira. O macho emite sua luz avisando que está se aproximando enquanto a fêmea pousada em determinado local emite sua luz para avisar onde está. Na reação química, cerca de 95% aproximadamente da energia produzida transforma-se em luz e somente 5% aproximadamente se transforma em calor. O tecido que emite a luz é ligado na traqueia e no cérebro, dando ao inseto total controle sobre sua luz. Infelizmente, os vagalumes estão ameaçados pela forte iluminação das cidades, pois quando entram em contato com essa forte iluminação, sua bioluminescência é anulada interferindo fortemente na reprodução, podendo até serem extintos.


Bioluminescência x Reação enzimática
A bioluminescência é a emissão de luz por um organismo vivo. Este fenômeno é devido a uma reação química (quimiluminescência), na qual a conversão de energia química em energia radiante e direta e 100% realmente eficiente, isto é, muito pouco calor é produzido neste processo. Por esta razão, a emissão desta luz fria e chamada luminescência.
A produção de luz é feita por componentes essenciais emissores de luz são a molécula orgânica e oxidável de luciferina, e a enzima luciferase, que são específicos para diferentes organismos. A reação luciferina-luciferase, reversível, e na realidade numa reação enzima-substrato, na qual a luciferina e o substrato são oxidadas pelo oxigênio molecular, sendo a reação catalisada pela enzima luciferase, com a consequente emissão de luz. A emissão de luz continua até que toda a luciferina seja oxidada.
O processo de produção de luz pode ser ilustrado por uma reação desenvolvendo-se em três estágios, da seguinte maneira:
Luciferina + ½ O→ Oxiluciferina x + H2O;
Oxiluciferina x + Luciferase → Oxiluciferina + Oxiluciferase x;
Luciferase x → Luciferase + Qel.
A reação 1 é catalisada pela luciferase, e o produto, oxiluciferina, é carregada uma quantidade de energia representada por x. Esta é transferida para a luciferase, na reação 2, e é libertada na reação 3, como uma quantidade de energia luminosa, representada por Qel. A oxidação da luciferina, semelhante a da hemoglobina, é reversível; a oxiluciferina pode ser reduzida outra vez, pelo hidrogênio nascente ou exposição à luz.


Aplicações da bioluminescência
Além da beleza inegável do fenômeno, a molécula luciferina e a enzina luciferase tem aplicação em setores como farmacologia, biologia molecular e alimentação.
FARMACOLOGIA - Implanta-se na bactéria responsável por uma doença o gene que comanda a produção de substância luminescente. Depois, aplica-se o antibiótico. Se continuar brilhando, é porque a bactéria está viva e o remédio não funcionou.
BIOLOGIA MOLECULAR - Quanto mais ATP (adenosina tri-fosfato) houver no espermatozoide, mais ele brilha ao receber a mistura de luciferina e luciferase. Se cintilar pouco, é sinal que a célula tem pouco ATP; fora de forma e, portanto, pouco fértil.
ALIMENTAÇÃO - Se acender, o alimento está estragado. A luminescência indica que há bactérias ativas na comida. É que todo o organismo em atividade tem ATP, que desprende luz quando combinado com a luciferina e a luciferase.

Curiosidades
Os vaga-lumes são besouros e podem ser classificados em três famílias: os lampirídeos, ou pisca-pisca, que têm estágio larval de cerca de um ano, no qual se alimentam de caramujos, e fase adulta, que dura apenas um mês; os elaterídeos, conhecidos como besouros tec-tec, cuja larva, que se alimenta de insetos, dura até dois anos, e o adulto até dois meses; e os fengodídeos ou larvas trenzinho, que são os vaga-lumes mais raros. Estes últimos, encontrados apenas na América do Sul, além de produzirem luz verde-amarelada por fileiras de lanternas ao longo do corpo, são os únicos que produzem luz vermelha, localizada na cabeça. A larva, que se alimenta de piolhos-de-cobra, dura dois anos e o adulto, em média, uma semana. “Estes resultados correspondem aos insetos criados em laboratório”.
As famílias de vaga-lumes podem utilizar sua luz para diversas funções. Todas as emitem, principalmente, para atrair parceiros sexuais. O trenzinho e o besouro tec-tec a utilizam também para assustar predadores – emitindo um sinal improvisado – e as larvas do último, emitindo luz contínua, ainda podem usá-la para atrair uma presa. “As larvas de algumas espécies de besouros tec-tec infestam cupinzeiros da região central do Brasil, os quais ficam repletos de centenas de pontos luminosos, dando a aparência de prédios iluminados durante a noite”. De um modo geral, as cores das luzes dos vaga-lumes variam do verde-amarelado ao vermelho. “Apenas poucas espécies de trenzinho são capazes de produzir luz vermelha e as larvas de alguns mosquitos, encontrados em regiões temperadas, produzem luz azul”.


REFERÊNCIAS

Material didático sobre vagalumes/pirilampos, disponível em <http://hermes.ucs.br/ccet/defq/naeq/material_didatico/textos_interativos_26.htm > acessado em 20/05/2012.
Vaga-lume, < http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaga-lume disponível em > acessado em 20/05/2012.
Curiosidades sobre os vagalumes que provavelmente você não sabia, < http://domescobar.blogspot.com.br/2011/11/curiosidad.html > acessado em 20/05/2012.

postado por Bernardo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Você já ouviu falar em Peixe-pênis?


O porquê do nome do inusitado animal dispensa explicações, mas é preciso deixar claro que o Urechis unicinctus não é nem peixe, nem pênis. Na verdade trata-se de um verme marinho parecido com as minhocas, porém sem ter o corpo divido em anéis. Na Coréia-do-Sul o animal é muito apreciado fazendo grande sucesso local.

O peixe-pênis faz parte do gênero Urechis, que apresenta uma probóscide (tipo de “tromba” utilizado na alimentação) bem pequena, ausência de anéis segmentando o corpo e coloração rosada, o que contribui para que o animal lembre um pênis humano.

Apesar de possuírem dimorfismo sexual (sexos separados em macho e fêmea) os indivíduos não copulam, liberando seus gametas na água e ocorrendo fecundação externa.

Por serem animais bentônicos (organismos que vivem no fundo do mar) e gostarem de viver enterrados, esses animais não são facilmente vistos e captura-los também não é uma tarefa tão fácil, já que vivem enterrados no substrato.

O Peixe-pênis possui uma grande capacidade de regeneração e pode atingir até 40 centímetros!
Confira abaixo as imagens do curioso animal:




postado por Lauro