quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Planejamento: aulas de Ciências


Antes de tudo, é importante ressaltar que para ocorrer o processo de ensino-aprendizagem o professor precisa ter além do conhecimento dos conteúdos programados, uma organização. Não basta saber o que precisa ser trabalhado se não houver o COMO ser trabalhado, ou seja, necessita de metodologias, e junto delas a organização se torna um processo didático.
A organização se apresenta de duas maneiras: a primeira, relativa à estrutura da aula, seguindo uma sequência lógica e construtivista, preenchendo todo o horário da aula. A segunda forma de organização faz referência em como o professor se organiza quando vai expor o conteúdo (se o professor é organizado no quadro, tem letra legível, como dispõe os recursos ilustrativos – cartazes, desenhos, vídeos, e outros – antes ou depois das explicações, etc.).
Todos esses detalhes são para que a aula flua de uma forma mais coerente e que possa dar ao aluno a clareza do que o professor está querendo passar. Para isso ocorrer, é necessário que haja a preparação prévia das aulas (todas elas), por meio de planejamento.
Mas como fazer isso? Através de planos de aula, que devem ser feitos sempre antes das aulas serem ministradas. E como se faz um plano de aula? Bem, existem vários modelos diferentes que os professores podem seguir, porém, os elementos contidos nesses planos é que não podem faltar, que são: os objetivos, a introdução da aula, o desenvolvimento, a conclusão (chamada também de síntese integradora), os métodos operacionais (como vai aplicar o conteúdo), os recursos didáticos utilizados (giz e quadro, cartazes, áudio e vídeo, transparências, etc.), bibliografia utilizada para elaboração da aula e claro, toda aula necessita de avaliação da aprendizagem.
O professor de ciências e biologia precisa ter em mente que, a aplicação da sua disciplina não pode ficar apenas na teorização, onde ficam ao imaginário as ilustrações da aula de animais, plantas, células, tecidos, meio ambiente, física, química, e outras tantas áreas que as compõe. Para que uma fixação maior dos assuntos ocorra, e também um maior interesse pelo aprendizado das mesmas, o professor precisa realizar aulas onde a prática seja rotina, para que os alunos possam entrar em contato com o que está sendo passado a eles teoricamente.
Na educação, a combinação teoria e prática é chamada de Práxis, e através dos estudos educacionais realizados é a melhor forma de construir a aprendizagem dos alunos. Porém, devemos levar em conta que a atual configuração da jornada de trabalho dos professores não dispõe de tempo para uma elaboração de aulas práticas freqüentes, ficando ao professor a habilidade de organização do seu tempo, na tentativa de conciliar as duas formas de ensino, ambas devem constar nos planos de aula.
Devido ao apertado tempo do professor para preparar suas aulas, muitas vezes o plano de aula acaba sendo deixado de lado, o que não é recomendável, porque na vida docente, o planejamento é a alma do negócio. As chances de sucesso da aula aumentam, tanto para a efetividade do professor, quanto para a aprendizagem dos alunos.


Alguns modelos de planos de aula que poderão ser utilizados nas aulas de ciências, nos links:



Abaixo disponibilizamos algumas referências que podem ajudá-los:

MASETTO, M. DIDÁTICA: A Aula como Centro. 3ºEd. São Paulo: FTD, 1996. p.86-103.

MARTINS, P. L. O. DIDÁTICA. Curitiba: IBPEX. 2007. p. 51-64.

ASTOLFI, J. P.; DEVELAY, M. A DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS. Campinas, SP: Papirus, 1990. p. 73-77

  

Escrito e publicado por: Igor Ruan

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Intervenção acadêmica do PIBID na escola

Intervenção realizada no dia 06 de setembro com as duas turmas do 2º ano do Ensino Médio noturno do Colégio Linda Salamuni Bacila teve como tema central “Gravidez Indesejada”, onde foi realizada dinâmica com balões de festas, simulação de baladas, onde os alunos tiveram um momento de bastante descontração utilizando músicas. Também relacionada a essa temática os alunos assistiram a um vídeo, a partir do mesmo iniciou-se uma mesa redonda com os alunos onde os alunos colocaram sobre a mesa as consequências de uma gravidez e até mesmo experiências que passaram ou experiências de parentes. Durante a noite também foram retomados alguns conceitos como doenças sexualmente transmissíveis e métodos anticoncepcionais.


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Escrito por: Débora Lopes
Publicado por: Igor Ruan

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Intervenção do PIBID na escola

Introdução à Física – 9º
Intervenção de acadêmicas do PIBID.

Física - é uma ciência muito antiga responsável por estudar os fenômenos naturais, pois em grego antigo Physy= natureza.
Esta ciência é muito importante para compreendermos a natureza que nos rodeia e o mundo tecnológico o qual esta em constante transformação. Coloca-nos a frente de situações concretas e reais que nos permite uma melhor compreensão dos fatos.
Podemos perceber que a Física está muito presente em nosso cotidiano, e esta interligada a varias outras disciplinas e áreas de conhecimento, por exemplo: matemática, biologia, historia química, entre outras.
Desde os tempos do homem primitivo eles sentiam necessidade de buscar explicações para o que acontecia em seu torno, às explicações utilizadas eram as ações dos Deus; estas explicações míticas e religiosas, sem apresentar algo concreto.
Com o passar do tempo surgiram os primeiros Filósofos, por exemplo, Tales de Mileto - VI a. C , o qual buscou através de algo concreto apresentar explicações para fenômenos que aconteciam, utilizando a água como sua base para as explicações, este então iniciou as primeiras explicações sem utilizar de ações sobrenaturais ou míticas e sim algo concreto, mas estas, não eram consideradas  explicações cientificas, pois eram apenas idéias trabalhadas com base em algo concreto permitindo uma abertura para discussão de idéias e não somente limitar-se em aceita-las, assim foram surgindo grandes filósofos, por exemplo: Demócrito, Pitágoras e outros, Platão e seu seguidor Aristóteles.
Mas na Idade Média a igreja acabou por impor seus ensinamentos Bíblicos, onde as explicações eram voltadas a vontade de Deus o qual era o criador de tudo.  Embora, com muitas dificuldades de aceitação Galileu  compreendeu os embasamentos de Copérnico e  trouxe a afirmação de que a Terra não era o centro de tudo e sim o Sol, e que a Terra como todos os outros planetas giravam entorno do Sol .Isto  foi um afronto para a igreja católica, onde Galileu foi julgado e condenado a morte. Mas, ele foi muito importante para a história da Ciência, pois foi um dos principais representantes do Renascimento Cientifico.
Onde, em 1600 veio a acontecer a Revolução cientifica, a Ciência passou a ser mais aceita e vista como importante para o novo tipo de sociedade que nascia; mudando a historia da humanidade. Entre os cientistas que participaram deste fato, encontra-se Galileu Galilei, Isaac Newton, Nicolau Copérnico, Luis Pasteur, entre outros.
A física em si apresenta três objetivos:
Objetivo Especulativo: o qual acontece a partir de observações e interpretações, que são propostas em forma de teorias, ou modelos, ou leis – estes não são definitivos, pois novas idéias e pesquisas estão continuamente resolvendo mistérios para a facilitação da compreensão do meio.









Objetivo Prático: este é utilizado para as melhorias das condições de vida do ser humano, onde o conhecimento adquirido é colocado na criação de alguma objeto, por exemplo, que venha facilitar o nosso cotidiano.







Objetivo Esclarecedor: tem como objetivo conduzir ao raciocínio lógico, tornando as pessoas mais esclarecidas de que, causa e efeito estão relacionados.






No estudo da Física nos deparamos com as grandezas físicas, que estão dividas em Grandezas Escalares e Grandezas Vetoriais:
As grandezas que são definidas apenas pelo seu valor numérico e sua unidade de medida são chamadas de grandezas escalares.











São grandezas escalares: Tempo, Temperatura, Volume, Massa, Trabalho de uma Força, etc.

Aquelas que necessitam de uma direção e um sentido, além do valor numérico e da unidade de medida, são chamadas de grandezas vetoriais








. As grandezas vetoriais são representadas por vetores.

Vetor é um ente matemático caracterizado por possuir um sentido, uma direção e um módulo (intensidade). Graficamente, vetor é representado por uma reta orientada, indicado por uma letra sobre a qual colocamos uma seta. 






Subdivisões da Física:
- MECÂNICA: estudo do movimento dos corpos e seu repouso.





- TERMODINÂMICA: estuda calor gasto para realizar um trabalho.  





- ELÉTROMAGNETISMO: é o estudo relacionado às cargas elétricas que produzem energia.


- ONDULATÓRIA: estuda a perturbação que se propaga em um local.



 - ÓPTICA - esta relacionada à imagem a forma em que a luz é refletida ou sofre refração, e absorvida, fatores que interferem; formas de espelhos e lentes e feixes de luzes.


- ACÚSTICA – o estudo da sondas sonoras, as vibrações que se propagam em meio, solido, liquido, e gasoso.  Não se propaga no vácuo.

“Convivemos em um Universo de fenômenos, em sua maioria explicados pela Física. O conhecimento destes fenômenos e das leis da Física é que nos possibilita crescer e respeitar a harmonia e grandiosidade da natureza”
·         A partir desta frase pode-se gerar uma grande discussão sobre Ciência, tecnologia e sociedade




A física não existiria se não existissem os estudiosos dessa área do conhecimento, ou seja, não haveria física se não houvesse antes os físicos, àquelas pessoas que se preocuparam e até hoje se preocupam com as explicações para diversos fenômenos.

Entender um pouco sobre a história da física e sobre as suas grandes descobertas se torna possível compreender melhor essa matéria.
A seguir alguns dos principais cientistas físicos e suas descobertas:








Chistiaan Huygens (1629-1695): em 1690, publicou a obra Traité sur la Lumiére (tratado sobre a Luz) na qual propõe que a luz se comportava como uma onda.










- Isaac Newton (1642-1727): em 1687, publicou o livro Principia. Essa obra é dividida em três livros que descrevem o movimento dos corpos, suas causas e interações. Em 1704, publicou a obra Opticks (Óptica), que apresenta o modelo da luz, além das propriedades da luz.







-Hans Christian Oersted (1777-1851): em 1820, descobriu a relação entre os fenômenos elétricos e magnéticos.











 James Clerck Maxwell (1831-1879): no século XIX Maxwell, estudando fenômenos elétricos e magnéticos, percebeu que a luz é uma onda eletromagnética que se propaga pelo espaço.







- Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923): em 1895, descobriu os raios X, com isso, ganhando o primeiro Prêmio Nobel em física em 1901.









- Antoine Henri Beckquerel (1852-1908), Pierre Curie (1859-1906), Marie Sklowdowska – Curie (1867-1934): em 1896 o físico francês Antoine Henri Beckquerel descobriu propriedades diferenciadas ao estudar o urânio. Essa descoberta permitiu que Beckquerel, coma  física polonesa Sklowdowska – Curie e seu marido,  o físico Pierre Curie, realizassem descobertasna área da radioatividade. As investigações e descobertas relacionadas aos fenômenos radioativos renderam a esses físicos  o Prêmio Nobel em Física, em 1903.












- Kamerlingh Onnes (1855-1926): em 1911 descobriu o fenômeno da supercondutividade.










- Max  Planck (1858-1947): em 1900, explica a radiação do corpo negro. Com isso começa a transição entre a Física Clássica e  a Física Moderna, ou seja, os pesquisadores precisariam elaborar novas hipóteses para descrever os fenômenos em escala atômica, já que a Física Clássica não conseguia explica-los.







 Albert Einstein (1879-1955): em 1905, propôs a Teoria da Relatividade Restrita. Em 1916 propôs a Teoria da Relatividade Geral.



 ALGUNS FÍSICOS DA ATUALIDADE













Escrito por: Gislaine Gogola e Ana Paula Melo
Publicado por: Igor Ruan 











segunda-feira, 9 de setembro de 2013

NUTRIÇÃO: A IMPORTÂNCIA DAS FRUTAS

A IMPORTÂNCIA DAS FRUTAS

De um modo geral, as frutas nos brindam com: água, fibras (celulose), vitaminas diversas, sais minerais, frutose ou levulose (açúcar natural), carboidratos, gorduras e proteínas, tudo de maneira equilibrada, como veremos adiante e, quase sempre, com baixas calorias e por preços acessíveis aos mais variados bolsos, além de sabores e aromas fantásticos.
Uma das melhores maneiras de ingerir vitaminas em quantidade adequada para o organismo é consumindo frutas regularmente. Além de serem saborosas, as frutas são ricas em vitaminas e antioxidantes, elementos que combatem moléculas que danificam as células do corpo.
A recomendação médica é de que as pessoas consumam pelo menos duas frutas por dia. Por isso, você deve colocá-las como itens obrigatórios do café da manhã. Suco de laranja, vitaminas, banana fatiada com cereais, maçãs, melão, mamão e melancias são boas opções para essa hora do dia. Esse cardápio é rico em vitaminas B e C e ainda apresenta ácido fólico, importante instrumento de prevenção a doenças cardíacas.
Verduras, legumes e frutas não podem ser esquecidos, uma vez que fornecem vitaminas, sais minerais e fibras, que ajudam no bom equilíbrio do organismo.
Beber bastante água também é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo, principalmente durante o inverno, estação em que a pele sofre agressões do vento e do tempo frio. Por isso, programe-se para cuidar diariamente de sua pele. Alguns minutos diários, duas vezes ao dia, podem fazer sua pele renascer.
Aproveite as frutas da estação, seja para consumi-las naturalmente ou na preparação de chás.
Hoje em dia vemos cada vez mais a importância de trabalharmos a alimentação na escola, temos um alto índice de obesidade infantil por falta de cuidados com a alimentação, o consumo muito alto de alimento industrializados, fast foods, sedentarismo. A obesidade pode acarretar muitos problemas de saúde como o colesterol alterado, o sistema imunológico pode ficar muito baixo. Muitas vezes a causa da obesidade também pode ser os pais que não incentivam os filhos as mudanças de hábitos pois os mesmos tem hábitos ruins. Além desses problemas de saúde física, fisiológica, poderá haver também os problemas psicológicos onde os gordinhos acabam sofrendo muito Bullying.
Uma maneira de diminuir esse índice é mostrar através de aulas expositivas dialogadas os prejuízos que teremos de não ter hábitos bons de alimentação e mostrar o quão gostosa é as frutas e hortaliças através de uma deliciosa salada de frutas feita pelos próprios alunos na sala de aula que certamente instigara a vontade de mudar seus hábitos.



Escrito por: Debora Lopes
Publicado por: Igor Ruan

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Práticas sustentáveis dentro das escolas


Ouvimos muito falar sobre a importância de preservamos o meio ambiente, da importância que a fauna e a flora têm no equilíbrio ecológico. Mas poucos sabem como tornar essas praticas de preservação hábitos diários.
Talvez essa falta de conhecimento possa estar ligada a escola, pois muitas coisas que sabemos estão relacionadas com o que estudamos, não só no ensino básico, mais em universidades, cursos técnicos entre outros.
Geralmente, no caso das escolas de ensino básico, o que vemos é uma pequena parte da matéria de ciências e/ou biologia que aborda essa parte de ecologia, atitudes sustentáveis, entre outros conceitos, mas geralmente isso fica dentro da sala de aula.

Talvez ai esteja um grande erro, pois quando falamos em ecologia, nos referimos ao ambiente, e não o ambiente da sala de aula, mais um ambiente que existe fora dela, que podemos ver pela janela da sala, que seria um jardim, uma horta, algum espaço que esteja proporcionando um contato direto com a fauna e a flora pelos alunos.


E o grande responsável por proporcionar essa vivencia direta com o meio ambiente é o professor que esta trabalhando esse conhecimento. É ele que deve motivar ao máximo o aluno a entender o porquê de preservar aquele ambiente, de ter atitudes e praticas  sustentáveis e de preservação.
Então vemos a importância de levar os alunos a ter esse contato com a natureza, pois ela também nos ensina muito, e tem a importância de existir dentro de um espaço escolar tanto quanto uma biblioteca


Nesse vídeo veremos a bióloga Alana Meneghel falando sobre a importância de levar os alunos ao um contato direto com o meio ambiente, e que não só as aulas de biologia podiam ser feitas nesse local, mais que outras matérias poderiam aproveitar esse espaço. Também veremos alguns depoimentos de alunos que falam sobre a preservação.


Assim vemos que o esse contato entre o aluno e a natureza pode leva-lo a ter uma aprendizagem mais significativa, pois alem de estar em um local diferente do da sala de aula, ele vivenciará praticas que podem servir de exemplos para outras pessoas, como sua família, porque certamente ele levara essa experiência para fora da escola.


Referencias

Disponivel em: <http://www.nopatio.com.br/ecofriendly/page/30/>. Acessado em: 02/09/2013

Escrito por: Karoline Vintureli Felicio.
Publicado por: Ana Paula de Melo

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Os processos de construção da identidade profissional docente

É com satisfação que venho compartilhar trechos da fala do Prof. Dr. Júlio Emílio Diniz Pereira (UFMG), que proferiu palestra na última sexta-feira (23/08) no auditório da Reitoria com temática "Ser ou não ser professor: eis a questão. Os processos de construção da identidade profissional docente" peço a sua atenção, pois acho que precisamos rever alguns pontos referente à Licenciatura em Ciências Biológicas: 

1) Conceituação de identidade: o prof. relacionou o conceito de identidade com a identidade docente (são diferentes mas interligadas), frisando que a identidade docente não se inicia quando o acadêmico ingressa na graduação mas trás consigo o perfil, a vontade de ser professor. Essa construção de identidade se faz por meio da relação com o outro, exemplifica o professor: "quem de vocês não brincava de professor quando criança?? iniciou aí!"

2) Ser professor: implica em assumir um papel de identidade individual e social.


BACHARELADO VS. LICENCIATURA


3) Licenciatura => não é mera transmissão de conhecimento; "os licenciados não chegam nos cursos de licenciatura como tábulas rasas"


4) Os estágios e as primeiras experiências docentes também ajudam na construção da identidade docente;

RECONHECER-SE (ASSUMIR-SE) COMO TAL (PROFESSOR) - Implicações/consequências

5) O que contribui para Desprofissionalização docente: 
- exercer docência com nível médio;
- redução do tempo de formação (3 anos pra menos) - deveria ser mais;
- possibilidade de profissionais de outras áreas exercerem a profissão de docência nas escolas, ocorrendo a chamada "institucionalização do bico"
- Locus da formação: instituições não-universitárias (empresas) formando professores e dando pós-graduações, muitas vezes visando apenas mercado;

PROFISSÃO DOCENTE: 

6) historicamente tutelada pela igreja, depois pelo estado e agora pela academia;


7) Academia: usa no processo de formação a adjetivação: "o prof. da escola básica tem que ser isso, aquilo e bla bla bla"


8) "A esperança está na resistência de rótulos colocados aos professores - marchando contra o pensamento de meros tarefeiros, onde tudo cabe ao professor fazer"


9) Forte formação pedagógica para a formação de identidade profissional docente. Os cursos de formação precisariam de 2 disciplinas de Filosofia da Educação, 2 Histórias da Educação, necessidade de trabalhar fortemente os Fundamentos da Educação.


CONTEUDISMO NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES

10) Distinção entre duas áreas: Área específica do conhecimento escolar e área específica do conhecimento pedagógico docente.

11) Repetiu, reafirmando a importância de se trabalhar de forma forte os Fundamentos da Educação;

12) A prática como componente curricular É DIFERENTE de Estágio Supervisionado;

13) Os cursos de licenciatura ainda não romperam com a racionalidade técnica na formação de professores (negativo) e também com o modelo 3+1 (bacharelado em área disciplinar, mas apenas um ano de formação em educação para obtenção de licenciatura, o que permitiria ao profissional lecionar em escolas); (igor: uma vergonha pra capacitar professores)

14) Na formação de professores deve-se estimular nos acadêmicos a possibilidade de crítica, que vale mais que a prática, ou seja, a prática como lócus de aplicação da teoria (a prática deve estar em função da teoria e não a teoria da prática), fazendo da teoria (e não teoria de conteúdos específicos, mas educacionais) o mais importante na formação.

15) Os cursos de hoje de formação de professores estão distanciados da realidade prática (da escola) e isso não é culpa de teorização, não quer dizer que esteja sendo teórico, antes fosse...

16) Desafio da formação: prática não como lócus de aplicação de conhecimento, mas como produção de conhecimento, lembrando da prática em função da teoria



Não comentei aqui o que perguntei publicamente ao professor e as respostas que ele me deu, a respeito da valorização profissional docente e da atuação do professor perante a sociedade.


Senhoras e senhores, transcrevi tudo que ouvi e anotei do professor dizendo em palestra, o que adicionei escrevi com meu nome. Tive a oportunidade de fazer duas perguntas ao professor durante o evento, e fico feliz do prof. Júlio reafirmar o que sempre defendi dentro dessa licenciatura, uma pena que nem todos ouçam o que digo, mas, fico feliz em ver que outras Instituições Superiores pensam e se importam com educação, ando pesquisando e vendo que USP, UNESP, UFPR, UFMG, UNICAMP e outras voltam-se cada vez mais pra essa área, e pergunto-me: qual o problema da UEPG?


Devo agradecer ainda, com felicitação a equipe do PIBID 2, ao Acir da Cruz Camargo (DEBIO) e às professoras Maria Albertina de Miranda Soares, Ivana Barbola, Marcela Godoy e Patrícia Tolentino pela participação e interesse no evento. Fomos destaque em presença e comentados pela professora Olinda T. Chamma e a coordenação do PIBID. Agradeço ainda ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e ao Colegiado de Pedagogia por terem trazido o professor Júlio à UEPG e pela grandiosa oportunidade. 

Fotos do evento:

A equipe do PIBID 2 de Ciências Biológicas: Igor Ruan, Profª Marcela T. Godoy (Coord.), Debora Lopes, Suellen Garabeli e Mariline Schab

À frente as professoras do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, Maria Albertina M. Soares, Ivana Barbola e Patrícia C. Tolentino, e atrás a equipe do PIBID 2

Igor: integrante da equipe PIBID 2, fazendo pergunta ao professor Júlio Diniz

Prof. Dr. Júlio Diniz (UFMG), palestrante do evento

Prof. Júlio Diniz (centro) com as professoras Suzana Tozetto (GEEPTRADO) e Simone Flach (COLPED) - (à esq.) e as professoras Graciete T. Goes (Pró-Reitor de Graduação) e Maria Odete Tenreiro (Coord. PIBID/UEPG) - (à dir.) 

Prof. Júlio Diniz (centro) com as professoras Graciete T. Goes (Pró-Reitor de Graduação)- (à esq.) e Olinda Thomé Chamma (COPELIC) - (à dir.) 



Escrito e publicado por: Igor Ruan

AS FUNÇÕES INORGÂNICAS E SUA IMPORTÂNCIA NO NOSSO DIA A DIA










Faz-se necessário, pensamos e recapitularmos sobre a importância da Química no status de civilização em que vivemos. Tudo que nos cerca é formado por algum tipo de componente químico e, assim, podemos definir as funções inorgânicas como uma função exercida pela combinação desses compostos, na qual, possuem propriedades químicas comuns.
As funções químicas se dividem em quatro categorias: ácido, base, sal e óxidos.


1-Ácidos
Em nosso cotidiano, muitas vezes ouvimos falar sobre ácidos. O limão e o vinagre que utilizamos para temperar saladas, são exemplos de ácidos. Além disso, o suco gástrico presente em nosso estômago possui ácido clorídrico, que auxilia na digestão de alguns alimentos.
Os ácidos apresentam algumas particularidades que, juntas, caracterizam essa função: geralmente apresentam sabor azedo, são bons condutores de corrente elétrica quando diluídos, quase todos solúveis em água, podem ser neutralizados na presença de uma base.
Existem várias maneiras de definir os ácidos. A primeira definição foi dada por volta do ano de 1887 pelo químico Svante Arrhenius. Definiu que: “Ácidos são substâncias  compostas, que ao se dissolverem  em água, liberam íons positivos (cátions) de Hidrogênio ( H+)”. Outra definição muito usada para ácidos é a de Bronsted-Lowy, na qual, é capaz de ceder prótons H+.


Curiosidade: Os ácidos e a formação da cárie
 A estrutura do dente pode ser danificada por meio da cárie, que é uma doença infecciosa causada por bactérias. Essas bactérias produzem ácidos que provocam a desmineralização de alguns tecidos duros do dente.
Acontece da seguinte maneira: os restos alimentares que ficam no dente formam a placa bacteriana, uma camada que adere à superfície dos dentes e contém muitas bactérias, principalmente o Streptococcus mutans. Essas bactérias, em contato  principalmente o açúcar, promovem uma fermentação, liberando o ácido lático e outros tipos de ácidos. Esses ácidos, por sua vez, causam a descalcificação de algumas camadas do dente, o que resulta a formação da cárie. Os orifícios causados pela cárie podem se aprofundar até atingir a polpa do dente, caso a cárie não seja detida. Então, ocorrem inflamação e dor. Em fases mais avançadas, a cárie pode levar à destruição e a perda do dente.

Para prevenir a cárie, devemos escovar os dentes após as refeições, ao acordar e antes de dormir, usando creme dental com flúor, pois essa substância diminui a capacidade das bactérias de produzir ácidos que provoquem a cárie. Além disso, devemos usar fio dental, trocar de escova de dente a cada dois meses e visitar o dentista periodicamente.

2- Bases
Assim como os ácidos, as bases também estão presentes em nosso cotidiano. Alguns medicamentos indicados para diminuir a acidez do estomago, como o Hidróxido de Magnésio ou Leite de Magnésia, são exemplos de base.
Segundo Arrhenius as bases são compostos que em meio aquoso se dissociam liberando íons negativos (ânions) de hidroxila (OH-). Segundo Bronsted-Lowy, na é capaz de receber prótons H+.
São propriedade das bases: sabor amargo ou adstringente, parcialmente solúveis, instabilidade quando aquecidas, condutividade elétrica, e podem ser neutralizados com ácidos.


Curiosidades: Hidróxido de Lítio salva astronautas
Houston, we have a problem”. Ao enviar essa mensagem em 13 de abril de 1970, o comandante da missão espacial Apollo 13, Jim Lovell, sabia: a sua vida e as dos seus companheiros estavam por um fio. Um dos tanques de oxigênio da nave tinha acabado de explodir.
Apesar do perigo iminente dos astronautas ficarem sem O2 para respirar, a principal preocupação da NASA era evitar que a atmosfera da espaçonave ficasse saturada do gás carbônico (CO2) exalado pela própria equipe. Isso causaria um abaixamento do pH do sangue da tripulação (acidemia sanguínea), já que o CO2 é um óxido ácido.
A acidemia sanguínea deveria ser evitada a qualquer custo. Inicialmente, ela leva a pessoa a ficar desorientada e a desmaiar, podendo evoluir até o coma ou mesmo a morte. Normalmente, a presença de CO2 na atmosfera da nave não é problema. Para eliminá-lo, há, adaptados à ventilação, recipientes com hidróxido de lítio (LiOH), uma base capaz de absorver esse gás. Nada quimicamente mais sensato: remover um óxido da atmosfera da nave lançando mão de uma base: CO2 + LiOH → Li2CO3+ H2O
O improviso de última hora com o hidróxido de lítio do módulo de comando (outra área da espaçonave) salvou a vida de toda a tripulação.

3- Sais
São compostos iônicos formados pela reação de neutralização de um ácido com uma base. Em um sal, a soma de cargas dos íons é igual a zero , ou seja, o número de cargas positivas é igual ao número de cargas negativas.
Um sal bem conhecido no nosso dia a dia é o Cloreto de Sódio, o sal de cozinha, que possui fórmula NaCl. Além deste, outros sais também são bem conhecidos, como o Cloreto de Magnésio (MgCl2), o Nitrato de sódio (NaNO3) e o Cloreto de Cálcio (CaCl2).
São propriedades dos sais: sabor salgado, alguns solúveis e outros insolúveis em água, geralmente estão no estado sólido ou cristalino, apresentam temperatura de fusão e ebulição elevadas.


Curiosidade: Solução de crimes através de sais
Para solucionar crimes, os investigadores buscam encontrar impressões digitais deixadas no ambiente pelo suspeito. Elas são chamadas de  “impressões latentes”, pois não é possível vê-las sem um tratamento específico. Quando tocamos objetos, deixamos várias substâncias neles, e uma delas é o Cloreto de Sódio (NaCl), expelido por meio do suor. Para encontrar essa impressão, os investigadores borrifamos os objetos que o suspeito tocou uma solução de Nitrato de Prata (AgNo3) que, ao entrar em contato com o Cloreto de Sódio, reagem formando o Cloreto de Prata (AgCl). O Cloreto de Prata é branco e, quando exposto à luz solar, revela as linhas da impressão digital do criminoso.


4- Óxidos
 São substâncias formadas por dois tipos de átomos, em que um deles é o oxigênio. O óxido de Cálcio (CaO), conhecido popularmente por cal virgem, gases como Dióxido de Enxofre (SO2), monóxido de Carbono (CO), entre outras substâncias, são exemplos de óxidos.
São classificados de acordo com seu comportamento químico, principalmente ao reagir com água. Os óxidos forma grande parte dos minerais existentes na crosta terrestre, além de gases que são os principais poluentes da sociedade moderna.
 
Curiosidade: Os perigos do Monóxido de Carbono (CO)
Este gás é incolor, inodoro e insípido. É o poluente encontrado em maior quantidade na atmosfera, produzido principalmente pela combustão incompleta de combustíveis fósseis, como carvão, óleo e gás natural.
No sangue humano, existe a molécula chamada de hemoglobina, que lhe confere a cor vermelha e capta o gás oxigênio. A principal função dessa molécula é transportar o gás oxigênio pelo corpo. Quando respiramos, as moléculas de gás oxigênio reagem com as moléculas de hemoglobina e o produto resultante dessa reação é a oxihemoglobbina.
No entanto, o monóxido de carbono apresenta a capacidade de se ligar à hemoglobina mais facilmente do que o gás oxigênio, podendo interferir no transporte de oxigênio. O composto formado pela hemoglobina e pelo monóxido de carbono é a carboxihemoglobina.
Nos seres humanos, a inalação de CO pode causar a fadiga, diminuição da capacidade física, tonturas, vertigens, náuseas,  vômitos, cardiopatias e, em alguns casos, a morte.
Devido ao risco potencial da inalação desse gás, é importante temos cuidados com motores de veículos ligados a ambientes fechados, já que por causa das características pouco perspectiveis desse gás, não é possível saber se ele se encontra em excesso em determinado local.
                              
Considerações Finais
Cabe a nós professores, de qualquer disciplina, saber articular conhecimentos teóricos com conhecimentos práticos. Assim, nada mais importante que tentar associar os conhecimentos do dia a dia do aluno com o que ele aprende em sala de aula. Tal interdisciplinaridade é de grande importância para melhor assimilação e entendimento do conteúdo trabalhado.

Referencias
FAVALLI, L.D. Projeto Radix: raiz do conhecimento  Ciências. 2°ed. São Paulo: Spicione, 2012.

Vários Autores. Biblioteca do Ensino Fundamental e Médio: física, química e biologia. São Paulo: Didática Brasil, 2005.

Escrito por: Robson
Publicado por: Ana Paula